Chanucá

A festa das luzes

Dos jovens, dos humildes do povo sairá a primeira luz e a eles se unirão aos demais, os amantes da justiça e da verdade, da liberdade, do progresso e da beleza (…) e, quando estiveram acesas todas as velas, maravilhar-se-ão e regozijar-se-ão da obra realizada. 
Theodor Herzl, no texto A chanuquiá

Chanucá é também conhecida como ?Festa das Luzes? porque recorda o milagre do óleo que deveria durar apenas uma noite, mas manteve a chama acesa por oito noites, no Templo de Jerusalém.
No ano 175 A.C., quando a Judéia (Israel) era dominada pelos gregos, o rei Antíoco IV proibiu a prática do judaísmo, desejando transformar Jerusalém em uma cidade helenizada.
O sacerdote judeu Matityahu Hashmonaí e seus filhos lideraram uma rebelião contra as leis gregas. Um dos filhos, Yehuda, organizou um grupo de guerreiros, os Macabeus (que significa “martelo”), também conhecidos pelos historiadores como zelotes.
Apesar de as forças gregas serem superiores, depois de três anos de luta, os Macabeus retomaram o Templo em Jerusalém e retiraram os ídolos gregos. Ali encontraram apenas um pouco de óleo puro de oliva, suficiente para manter o candelabro aceso por um dia. No entanto, o óleo durou oito dias, tempo suficiente para que um novo azeite puro pudesse ser produzido e trazido ao Templo.

A chanuquiá 
O candelabro especial para a festa de Chanucá recorda os oito dias nos quais o Templo foi iluminado pelo óleo. A chanuquiá, porém, tem nove braços. Uma das velas, o shamash, é mais elevada, e serve de chama-piloto para acender as outras velas. Elas devem ser colocadas (uma adicional a cada noite) da direita para a esquerda, mas acesas da esquerda para a direita.
As bênçãos são recitadas a cada noite, segurando-se o shamash aceso. As demais velas devem ser acesas imediatamente após as bênçãos.
O costume de acender a chanuquiá surgiu apenas no século V D.C. A forma e a disposição das velas foram determinadas por regras rabínicas, podendo variar de acordo com a região. O formato de candelabro tornou-se mais comum na Alemanha, Itália e Leste Europeu. Nestes locais, a nona vela foi incluída porque os líderes religiosos defendiam a idéia de que as velas da chanuquiá não deveriam ser utilizadas para iluminar o ambiente. O costume manteve-se até os dias atuais e, adaptado, explica o porquê de muitas famílias deixarem as luzes das casas acesas junto com a chanuquiá ? e também com as velas de Shabat.

Orações 

1ª bênção
Baruch Atá Adonai, Eloheinu Melech Haolam, asher kideshanu b?mitzvotav vetzivanu lehadlic ner shel Chanucá.
Bendito és Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos santificaste com Tuas mitzvot e nos ordenaste acender as velas de Chanucá.

2ª bênção
Baruch Atá Adonai, Eloheinu Melech Haolam, sheassá nissim laavoteinu baiamim hahem bazman hazé.
Bendito és Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que realizaste milagres para nossos antepassados naqueles dias, e também nos dias de hoje.

3ª bênção ? Recitada apenas na primeira noite
Baruch Atá Adonai Eloheinu, Melech Haolam, shehecheianu vekimanu vehiguianu lazman hazé.
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos mantiveste em vida, nos sustentaste e nos permitiste alcançar os dias de hoje.